|
Selma coordena o ecoturismo do Parque Estadual de Itaúnas
|
Encostadinho da Vila de Itaúnas há
caminhos que o visitante mais atento vai encontrar para desfrutar do
contato com a energia da mata. A Trilha da Alméscar
é assim: cheiro de frutas silvestres e o frescor das águas do rio
Itaúnas. Esse trajeto tem 15 quilômetros e, atualmente, é feito de
bicicleta, por ciclistas profissionais e também por amadores.
Os guias turísticos que acompanham duplas ou grupos um pouco maiores
conduzem os ecoturistas pelo meio da mata , com uma parada para banho no rio.
"Na Alméscar é
possível mostrar mata de restinga e de tabuleiro, com árvores grandes,
bromélias e, para o turista silencioso, até o prazer de encontrar alguns
animais", garante Jefferson Albuquerque presidente da ong
ambientalista Sociedade dos Amigos do Parque de Itaúnas.
Segundo Selma Loures da
Paixão Ataídes, coordenadora de Ecoturismo do Parque Estadual de
Itaúnas, há trechos de single trek (uma bicicleta por vez), que
requer cuidado por parte dos ciclistas. "A capacidade de recepção
desta trilha ainda será definida pelo Plano de Manejo do Parque, mas já
sabemos que em algumas áreas precisamos de atenção", informa. A
árvore que deu nome à trilha ocorre na Mata Atlântica e também na
Floresta Amazônica. É de grande porte, lenhosa e produz uma resina
especial, usada em defumação para espantar pernilongos ou como calafeto
de embarcações. O guia Jean Carlos Silva do Nascimento já identificou a
existência de três diferentes espécies dessa árvore na trilha.
|