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Irmhild seleciona peças para vitrines

A exposição reuniu séculos de história 
A abertura da exposição atraiu muita gente
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Antigas
civilizações emergem das areias de Itaúnas A
partir de agora quem
vier à Itaúnas vai encontrar muito mais do que suas reconhecidas belezas
naturais. Em seis vitrines, na sede do Parque
Estadual de Itaúnas, estão 2.500 anos de história, retratados em
300 artefatos, desde a fase da pedra lascada, passando por cachimbos utilizados em
rituais indígenas até
a presença da aristocracia colonial, através das
louças de origem européia. Depois de adentrar na linha do
tempo itaunense, a equipe do Projeto Histórico
Cultural trouxe um presente para os visitantes da Vila e outro
especial para a comunidade. A
exposição arqueológica - resultado do trabalho coordenado por Alba
Valéria Freitas Dutra - resgatou vestígios de várias fases da
ocupação local. A Vila Antiga, soterrada pelas Dunas entre as décadas de 1940 e
1970, foi pesquisada por Irmhild Wüst, arqueóloga e curadora da exposição permanente "Um
mergulho no passado de Itaúnas", bem como outros 26 sítios arqueológicos
no Parque.
Vitrines montadas pela arqueóloga no Centro de Visitantes mostram mais de mil anos de cultura
indígena associada pelo arqueólogo Celso Perota à tradição Itaipu
(entre 500 a.C. e 500 d.C.), além de artefatos produzidos por índios
Tupi a partir de 800 d.C. e materiais atribuídos aos
Tapuia - do tronco lingüístico Macro-Jê. Destaque para Botocudo,
Maxacali, Pataxó e Puri, demarcando a fase pré-colonial em Itaúnas.
A partir da chegada do homem branco ao Brasil, seus vestígios passaram a
marcar o solo itaunense. A presença de fragmentos de faiança fina
inglesa e de frascos medicinais e de toucador já do século XIX,
demonstra o desenvolvimento econômico alcançado pelos habitantes da
antiga Vila. Isto e muito mais está retratado em vitrines e painéis produzidos por Irmhild Wüst e sua equipe.
Uma maquete da Vila antiga confeccionada a partir dos
depoimentos prestados por moradores nos encontros promovidos para levantamento da
tradição oral, abre a exposição. Todos os participantes das 4 oficinas de memória foram
homenageados na abertura da exposição. Entre eles estavam seu Benedito
Leite, que contribuiu enormemente para a elucidação da planta baixa do
antigo povoado, seu Mané Vito, o ex-telegrafista José Basílio, dona
Tidú, dona Maria Catarina entre os mais de 20 moradores que emprestaram
sua preciosa memória ao Projeto Histórico Cultural de
Itaúnas.
"O ponta-pé inicial do projeto foram as
oficinas de memória, seguidas da realização da I
Semana Hermógenes Lima Fonseca. Este trabalho resgatou história
e cultura destes moradores que estavam sufocados pelas mudanças que os
deixavam à margem", lembra Alba Valéria. A riqueza do
material coletado ainda deve sofrer vários desdobramentos, mas já
alinhavou uma história rica, que cativa os visitantes.
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