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O cipó é extraído
da mata e levado a um giro espiral para criar formas úteis e decorativas.
Assim nasce a cestaria do caiçara capixaba.
A criação saltou da
linha, com que há muito se tecem redes de pesca. Aqui já se teceu rendas de bilro.
Com a paciência de quem
domina a trama lenta e precisa do tempo, os artesãos da Vila de Itaúnas,
como Paulo Jacó (foto) vão mudando palha, haste, madeira e tudo o mais que a Natureza lhes dá.
Há
algumas centenas de anos tem sido assim na comunidade às margens do rio
Itaúnas: sabedoria brotando dos recursos naturais.
Elementos do extrativismo encontram-se hoje com reciclados conceitos em papel
marchet e argila. Há também parafina, glicerina e mosaico no
universo artesanal da Vila.
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