Guia Itaúnas

 Ticumbi do Bongado semeia o futuro




Caboquinho está na brincadeira desde 1974

O Baile de Congo de São Benedito, festejado pelo Ticumbi do Bongado há muito tempo, tem boa parte de sua história na memória de Caboquinho. Ângelo Camillo, assim batizado, fala da época em que Pedro Bongado era o dono da brincadeira, sendo ele a terceira geração de guardiões depois da abolição dos escravos no Brasil (1888). "Depois da escravidão passou dois donos,  Jovino e Rafael, antes dos Bongado", afirma o violeiro do grupo.
Caboquinho, hoje com 62 anos,  brinca desde 1974, quando ele deixou o sítio Angelim para morar com a família na Vila de Itaúnas. Essa, pelo menos, é a contagem oficial, porque quando eles moravam na roça ele já se apresentava para os bailes. "Com dezesseis anos eu procurei Pedro Bongado para entrar na brincadeira, mas ele faleceu naquele ano e eu fiquei de fora", lembra.
Por iniciativa do grupo, em conjunto com Jeferson Correia e Renata Jaques - na época professores na escola local - formou-se um grupo de Ticumbi Mirim. A meninada se aproximou dos pandeiros e do grupo veio rapaz para a formação oficial. "É muito difícil mexer com criança. Uma hora quer, noutra não quer. Mas vai devargarzinho", diz contrariado, para lembrar que ninguém da formação atual começou assim tão cedo a brincar.
 


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