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Às margens do Itaúnas, pausa para descansar

Cerca de 10 espéciaes de bromélias pelo
caminho
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Vencer os 26 Km que separam Itaúnas de
Conceição da Barra pedalando parece exaustivo e penoso quando narrado.
Na prática, entretanto, mostra-se um passeio agradável e cheio de
surpresas agradáveis aos olhos.
A primeira parte do trajeto proposto pelos organizadores do Eco Bike -
passeio ciclístico promovido na Semana do Meio Ambiente - segue
contornando a mata nativa, por uma estrada larga que separa a floresta da
monocultura de eucalipto. Como as empresas de celulose promoveram um corte
recente de madeira, há pouca sombra nesse trecho. É importante levar
água em abundancia.
Para quem tem o hábito de pedalar e preparo físico de atleta existe um
caminho mais radical, que margeia o Rio Itaúnas quase todo o percurso. É
desaconselhável para ciclistas de ocasião por conta do terreno irregular
e do excesso de areia.
E por falar em areia, não tem como fugir dela. Os últimos 12 Km são de
trilha estreita por dentro da Mata Atlântica. Os areais sucessivos
obrigam a empurrar a bike, mas o cenário pede mesmo que se passe de
vagar.
Imensos jardins de bromélias nativas vão se intercalando, mostrando
cores desde o amarelo limão ao verde oliva, num espetáculo sem igual. A
trilha margeia o rio, expondo manguezais antigos e recentes contrapostos
à água escura como coca-cola. Ao largo do tabuleiro mandacarus lembram
castelos medievais e podem ser vistas algumas das maiores árvores que
sobraram nestes bolsões de Floresta Atlântica remanescentes no Espírito
Santo.
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