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Dominguinhos, Dió e muito forró

Jadiel e Severo: Tributo a Jackson
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A noite de 26 de julho de 2003 vai entrar para a
história do Forró. Afinal não é todo dia que um mesmo palco sustenta o
retumbar das baquetas de Dió de Araújo na zabumba, o tilintar de Mestre
Zinho no triângulo e os acordes impecáveis da sanfona de Dominguinhos. O
trio dos sonhos de todo forrozeiro rendeu homenagens a Luiz Gonzaga e
encantou as milhares de pessoas que encheram o Encontro Nacional do Forró
Pé-de-Serra.
Dominguinhos soltou a voz e o povo foi com ele. Cantando canções das
suas e muito de outros tantos monstros sagrados da tradição nordestina,
o maior dos mestres vivos fez transbordar alegria, malemolência e
sensualidade pelos quatro cantos do Buraco do Tatu.
Nesta noite não teve rock, não teve pop nem teve inovação. Ficou tudo
na grandiosa simplicidade do xote, do maxixe e do baião. Mestre Zinho
revezou o triângulo com Zequinha, Dió cantou quanto quis e Dominguinhos
festava e era festejado por todos.
E pra quem achar que é pouco, a poucos metros dali o Bar Forró de
Itaúnas fazia um tributo a Jackson do Pandeiro. Severo do Acordeom, que
acompanhou o Rei do Ritmo por mais de 15 anos, deslizava côcos e
maracatus nas teclas da sanfona, enquanto Jadiel Guerra abria a voz e o
povo dançava. O maestro Zé Menezes, que veio a Itaúnas como jurado do
III Fenfit, subiu ao placo e deu uma canja, mostrando que a guitarra
sempre teve seu lugar.
A noite acabou em alto estilo, envolta na tradição do Fuba de Itaperoá,
que fez o Sol nascer dos guizos do pandeiro, marcando para sempre o
Inverno Itaunense. |