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Dominguinhos: Forró nunca será moda.

Sob o peso da tradição, o povo dançou!
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"O forró é exatamente o que eu pensava que era, porque sempre achei
que a música nordestina não vai pra sala. Fica sempre assim no oitão da
casa, chega na porta da cozinha e volta. Jamais o forró vai virar
moda, porque se virar moda, acaba". Esse é o Dominguinhos,
herdeiro legítimo do legado do mestre Luiz Gonzaga e
entendedor de ritmos, como ele só.
Em entrevista ao Guiaitaunas, durante seu
descanso no Casarão Parque de Itaúnas, o
músico passou por uma gama enorme de variações musicais, chamadas
convencionalmente de forró. Mas, para um dos maiores sanfoneiros deste
País, forró é um gênero de música. "Estão chamando tudo de
forró, mas não é verdade. Forró é um ritmo específico, tem dança,
tem tudo", afirma com veemência. Segundo o artista, essa cadência
nordestina foi inventada por Luiz Gonzaga,
depois do baião. "Eu acompanhei isso de perto, trabalhei com ele e
vi essa mudança na batida da zabumba", relembra.
Quando esteve em Itaúnas, se preparando para uma noite maravilhosa e
memorável para os amantes do forró, Dominguinhos
desfez uma imensa confusão. Com seu jeito manso e carinhoso, foi
explicando as diversas nuances de cada estilo vindo do Nordeste. "O
forró tem mais notas, é meio como a embolada. E o baião é macio. 'Vem
cá, vem cá, vem cá, morena. Vamos xaxear': esse é o xaxado",
entoou o sanfoneiro, pra emendar com maestria: 'Sábado de noite eu vou,
eu vou pra casa do Zé...', diz ele ter uma grande diferença de outros
ritmos. "O mais swingado é o forró. O baião é quadrado: tum-dum,
tum, tum-dum. E o xote é aquele que todo mundo gosta", ressalta, com
uma bela risada.
Ainda este ano teremos novidades de Dominguinhos
para saborear: Ele lança um CD onde faz instrumental sobre a música
nordestina com Oswaldinho do Acordeon,
Sivuca e Valdones. "É um
apanhado de Luiz Gonzaga e músicas que a
gente fez há 50 anos atrás. Tem Oswaldinho,
Pedro Sertanejo, Nando
Cordel e Fausto Nilo, tudo
solado", afirma, pra deixar a gente curioso.
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