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Nando Cordel, Assisão e João do Vale
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Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Anastácia,
Dominguinhos, Trio Virgulino, Trio Nordestino, Os Três do Nordeste, Fala
Mansa e tantos outros criadores brasileiros de forró, escreveram
seus nomes na história com gigantescas letras de neon. Mas o que seria
destes monstros sagrados se não existissem Humberto Teixeira, Zé Dantas,
Guio de Moraes, Cecéu, Assisão, Nando Cordel, Lula Queiroga, Carlinhos
Axé e João do Vale, por exemplo? Aos poetas e compositores parceiros de
estrelas pouca ou nenhuma referência é feita.
O mais das
vezes seus nomes constam apartados por parênteses, em miúdas letras que separam os títulos das canções. Deles o público pouco ou nada
sabe. À exceção daqueles que cantam as canções que compõem e dos que
aprenderam cantar para sobreviver de sua
arte. Mas esta está longe de ser a regra.
As letras das velhas músicas que embalam a noite da Nação Forrozeira
nasceram de poetas do povo. Gente nordestina, acostumada ao modo de vida da
população sertaneja. Retirantes modernos vivendo a sina diária de milhões
nas grandes metrópoles.
Exemplo desta poesia mista do bucolismo agreste do Sertão com o concreto árido da cidade grande nos deu o inesquecível João do Vale:
"... Eu vendia pirulito, arroz-doce, mugunzá.
E quando eu ia vender doce,
Meus colega iam estudar.
A minha mãe, tão pobrezinha
não podia me educar.
.....
Mas o negócio não é bem eu,
É Mané, Pedro e Romão
Que também foi meus colegas
E continuam no Sertão.
Não puderam estudar
e nem sabem fazer baião".
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