Guia Itaúnas

Riqueza quilombola 



Preto Véio e Zirinha: força quilombola

Toda a riqueza cultural norteadora das relações humanas em Itaúnas e região nasceu dos movimentos de resistência étnicos ocorridos nos primórdios da colonização portuguesa. Desde a magnitude do Ticumbi - que só acontece por aqui - até as técnicas adotadas no fabrico da farinha, todos os elementos da cultura local estão carregados de traços da negritude rebelde, instalada nos quilombos do Sapê do Norte, e dos resquícios da Nação Tupinambá - dizimada pela fúria do branco invasor.
Da quatrocentenária cidade de São Mateus partiam, nos séculos XVI e XVII, centenas de negros fujões para a Bacia do Itaúnas, em busca de segurança e liberdade. Assim nasceram os diversos quilombos, cujos remanescentes (hoje núcleos rurais) mantêm as tradições e os costumes de seus antepassados.
Santana, Quilombo Novo, Linharinho, Angelim do Meio e Angelim de Itaúnas são algumas destas comunidades quilombolas que podem (e devem) ser visitadas por quem vem ao litoral norte capixaba. Nenhuma delas está preparada para receber turistas, mas uma passada rápida é suficiente para sentir a força vinda de séculos de luta sangrenta, transformada em ritmos e sabores imperdíveis.
Quem experimentar vai se deliciar e, quem sabe, voltará para casa levando beijus, pamonhas de coco, pamonha de amendoim, bolo de aipim na palha da bananeira, tapioca e a farinha eleita há séculos, por consumidores europeus, a melhor produzida no País.


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