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O mergulho é no
silêncio. Ou no som da água remexida pelo remo de um canoeiro. A tranqüilidade
da estação das flores em Itaúnas é de se deliciar. As manhãs são
preguiçosas, o dia cheio de gente que tem histórias para contar. E as
tardes são coloridas pelo branco da duna, em contraste com o verde do
alagado e o azul-róseo do céu.
Quem passa pela Vila nesses
tempos já quentes não se esquece, ou não sai mais daqui.
É bom para namorar. Em algumas noites, tem até um forrozinho de
arrastar chinelas movidas a cipó-cravo.
É tempo também de ver estrelas (de preferência do alto das dunas), de
sentir o cheiro dos cajueiros e das mangabeiras, de ir à praia pelo
Tamandaré, comer peixe à beira mar e ver o Sol se pôr por detrás de
uma montanha branca. |

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