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Mauro: vôo sobre as ondas

Antônio: aprendiz de kite e fera no wind
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Não tem muito tempo que o Kite Surf chegou ao
Brasil. Para ser preciso, tem três anos que o esporte radicalíssimo
deixou as praias havaianas para conquistar o mundo e, entre os
tupiniquins, pegou pra valer. O equipamento consiste em uma prancha presa
aos pés e uma asa, fixa ao corpo do atleta por cordas finas, que faz a
pessoa deslizar velozmente sobre as ondas do mar e no ar.
"Itaúnas é um verdadeiro paraíso para o kite surf, pois reúne
dois elementos fundamentais: vento e espaço", assegura Mauro Marelli.
O italiano que trouxe o equipamento pela primeira vez à praia capixaba em
2002 garante que quando o lugar for descoberto, muitos outros amantes do
esporte virão.
E eles já estão chegando. No Dia de Iemanjá (dois de fevereiro) a pipa
de Mauro não estava só na praia. A moçada de Vitória aprendeu o
caminho e elegeu Itaúnas como uma das três melhores para o esporte no
Estado. Antonio chegou
pela net identificando-se como "Aprendiz" de kite surf e
windsurfista, para reafirmar "o interesse que velejadores Kitesurf
e Windsurf têm pelas condições especiais de Itaúnas. É uma tribo que
cresce muito no Brasil, amor e respeito à natureza e muita radicalidade
são nossos guias", escreveu, ao sugerir esta matéria.
Para a prática do kite surf é necessário um curso inicial, que
custa aproximadamente R$ 200,00 e é encontrado em Vitória, Recife,
Natal, Rio de Janeiro e outras localidades. "O equipamento é um
investimento mais pesado, custando U$ 1.500,00, mas dá pra começar com
um de segunda mão", explica Mauro. O kite surfista trouxe o
seu material da Itália, com uma asa grande, para os dias de pouco vento e
outra menor, que permite manobras mais radicais. "Com a asa pequena dá pra ficar vários segundo no ar. É muito
bom", descreve, deixando a beira-mar com água na boca.
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