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Chama Chuva e amigos tocam o legítimo Pé-de-Serra no palco do
Bar Forró de Itaúnas.

Nó de Forró em apresentação no Festival.
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"Não é só pegar uma sanfona, uma zabumba e um
triângulo para fazer Forró Pé-de-Serra. Não vamos maltratar tanto
assim o forró", alerta o mais tradicional forrozeiro do Brasil,
Coroné, zabumbeiro do Trio Nordestino. Suas
palavras expressam a preocupação com a qualidade musical do ritmo que um
grupo crescente de trios e bandas carrega desde Luiz Gonzaga.
Para os músicos Adelmo, Roberto e Enok, do Trio
Virgulino, o importante é que a moçada mais nova não deixe de
aprender nunca. "As bandas novas difundem o forró. Se com a abertura
que o forró conquistou, o movimento tivesse ficado só na gente, não
seríamos suficientes para atender a nível nacional", ressalta
Adelmo. O Trio Virgulino também reconhece as
novas bandas como seus maiores divulgadores. "O Chama
Chuva fala sempre que se inspirou no Trio
Virgulino e no Trio Nordestino",
lembra Enok.
Mas todo o cuidado é pouco quando se trata de manter a tradição. Para
Coroné, quando surge um movimento grande como o do Forró Pé-de-Serra,
muita gente pega carona. Mas também tem casos diferente, como a banda Quenga
de Coco, de Recife, que adotou o Pé-de-Serra após ouvir o
Virgulino tocando em São Paulo. |