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Manoel faz seus próprios remos.

Transportar peixe é função do remo.
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Tradição
e
Meio Ambiente Além
de enfrentar o baque das ondas em mar aberto, um bom remo deve ser forte o
suficiente para transportar o pescado desde a praia até a Vila. Esculpido
a partir de um tronco de árvore, assim como a canoa, o remo tornou-se
ícone da cultura canoeira. Mas como conciliar tradição e
preservação do meio ambiente?
Esta é a encruzilhada em que se encontram ambientalistas e comunidade
tradicional na Vila de Itaúnas. Utensílios de primeira necessidade, os
remos estão na base da atividade pesqueira e dependem diretamente do
recurso natural para serem confeccionados. "A gente faz remo de
corrubixá, guanandi, acá e cupuba vermelha", explica Manoelzinho.
Pelas contas do pescador um remo deve durar entre cinco e dez anos,
conforme o cuidado.
"Achar madeira para fazer remo até que é fácil, difícil é tirar
a madeira, porque a Seama (Secretaria de Estado para Assuntos do Meio
Ambiente) não deixa", comenta. Entre o medo e a necessidade, todo
pescador supera o temor e consegue os remos de que necessita. Por aqui
não existem dados a respeito do ciclo reprodutivo das espécies
utilizadas pelos canoeiros, nem estudos sobre seu manejo. A tradição
mostra que a árvore, na espessura ideal para a confecção da pá do
remo, atinge sempre o comprimento necessário para esculpir dois deles.
Seu Graciolino, importante artesão e guia turístico no Parque, é tido
pelos pescadores como o maior feitor de remos da Vila, seguido de perto
por seu Didizinho e Paulo Jacó.
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