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Adelmo, Enoq e Roberto: a
identidade com Itaúnas

Em Itaúnas, ninguém resiste ao Trio
Virgulino
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No trecho desde 1980, a
caminhada do Trio Virgulino começou em Americana, interior de São Paulo.
Quando perguntados sobre estas histórias de trajetórias e outras, eles
dão risada e soltam o verbo. "A gente já se conhecia. Todo mundo.
Eu e o Roberto viajamos juntos, o pai do Adelmo é cumpadre do meu pai.
Quer dizer, a gente sempre esteve juntos", conta Enoq Virgulino - a
sanfona mais amada de Itaúnas.
Roberto, na verdade, chegou um pouquinho depois no grupo, quando Jaime -
irmão de Enoq - desistiu de ser músico e voltou ao ofício de
carpinteiro. Em Pernambuco, Enoq encontrou o novo zabumbeiro, que de
pronto aceitou o convite para integrar o trio. "Chegamos em
Americana, já me colocaram o chapéu de couro e me mandaram xaxar,
na entrevista numa rádio", conta com humor o músico.
Entre os muitos casos que os três contam, quase todos envolvem um meio de
transporte. A aquisição do primeiro carro, depois de vários anos de
jornada - que nenhum soube precisar quantos - foi comemorada com uma
turnê pela terra natal (Petrolina, Uricuri e Parna-mirim). Depois de ter
passado uma noite inteira na rodoviária, retornando de um show, a
promessa foi feita: "Daqui há um ano nós vamos ter um carro.
Compramos um carro lindo, maravilhoso - um Opala 72 que andava, tinha
roda...", recorda Enoq Virgulino. De avião, eles contam à respeito
do primeiro vôo, quando foram atrás das vestes necessárias para o
momento. "Cada um gastou o que não tinha para comprar o paletó de
viagem, com gravata e tudo e eu peguei emprestado, porque não dava pra
comprar. Eu tinha muito menino naquele tempo", diz o sanfoneiro.
A trajetória musical do Trio Virgulino é composta de cinco produções.
"Beijo Moreno (1986); Trio Virgulino ao vivo (1996); Forró e Paixão
(1998); O beijo que você me deu (1999) e o mais recente CD, chamado
"Coração Feliz".
Nas próximas edições acompanhem outras histórias destes músicos e
conheçam mais no site www.triovirgulino.com.br
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