Guia Itaúnas

Virgulino, 
o Trio

(segunda parte)

Adelmo: Triângulo

 

 

 

 

 

 

 

Enok, na sanfona


 

 

 



 

 

 


Roberto: o zabumbeiro


"A minha vida se divide em duas partes: antes e depois de Itaúnas". Essa é a declaração de amor, proclamada por Enok Virgulino e assinada embaixo por Adelmo e Roberto. A relação do Trio com a Vila é de pura paixão. Quando eles tocam, a alegria se espalha e ao fazer os forrozeiros itaunenses dançarem, os músicos também se alimentam com esta energia, típica daqui. "A gente cresce cada vez que vem para cá, tanto sobre o conhecimento de vida, quanto a valorização das pessoas. A gente esquece um pouco da vida maluca que levamos lá fora", garante o trianguista do Trio Virgulino.
Os músicos reconhecem Itaúnas como a principal vitrine do forró nacional, que lhes abriu portas em Vitória, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. E a estréia do Trio Virgulino neste solo não podia deixar de ser recheada de boas histórias. Em São Paulo ainda, por volta de 1996, eles começaram a ouvir falar em Itaúnas. "A gente tava tocando e daí a pouco chegava aqueles mocinhas, bem novinhas, pedindo os forrós bem antigos e eu perguntava: Como é que você sabe disso?", conta Enok, para ouvir delas que haviam conhecido as pérolas do Pé-de-Serra em Itaúnas.
"A gente queria vir, mas nunca dava certo. Não tinha cachê, era longe. Até que em 1997 o Erismar nos trouxe para tocar no Bar Forró de Itaúnas", relembra o sanfoneiro.
Adelmo recorda que quando eles chegaram na Vila, o Trio Sabiá estava mandando. "Pra ajudar, ainda deu zebra com o som quando subimos no palco. Mas foi só susto. Começamos a tocar e todo mundo gostou", narra o trianguista. "Tocar aqui é muito bom. Me senti em casa ao ouvir o chiado da chinela na areia", ressalta Enok. Para a sorte de todos, as coincidências estabeleceram uma ótima relação entre Itaúnas e o Trio Virgulino e verão sem suas músicas é como a temporada sem Sol. www.triovirgulino.com.br .

Leia também a primeira parte desta entrevista



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