Os primeiros navegantes
portugueses que se aventuraram rumo sul para explorar as novas terras
descobertas por Cabral não tardaram em ver o brilho amarelo-avermelhado
vindo do continente, pouco além da foz do Rio Mucuri. Não foi
sem motivo que o lugar ganho este nome: Costa Dourada.
E haja brilho. Dourado nas pedras, prateado nas águas. Reluz
no extremo-sul baiano um solo areno-argiloso sedimentado pelas eras
na Planície Costeira.
As forças do mar e do vemto esculpem falésias com até 30 metros
de altura, produzindo um espetáculo natural sem par.
Do alto do platô tem-se a impressão de um Mar ainda maior e a certeza
de horizontes intangíveis. Instiga o sonho de voar!
Se com mar alto o choque das ondas contra as pedras é de encher os olhos,
na maré vazante põem-se à mostra quilômetros de praia ladeados pelo
paredão colorido que encanta turistas do mundo inteiro. Em suas pequenas
voltas, as falésias oferecem abrigo ao caminhante. Bom levar água
na caminhada sul. Ao norte você logo encontrará pequenos
comércios.
Aqui e ali pode se encontrar caprichosos arranjos de pedras vazadas
pelo mar. As lajes água adentro são verdadeiras pinturas modernas.
E ainda tem o retorno.
Um povoado recente, de poucas casas, com luz elétrica e um serviço
de peimeira. Costa Dourada tem o charme das praias desertas associado
ao conforto da cerveja gelada, boa comida e o esplendor da Natureza.