| Por
Rui Nakandakari
Aqui,
entre as nuvens, o verão foi ainda mais escaldante. E se foi!
Não
sou Ícaro, mas derreti-me junto com minhas asas e minhas penas
flutuaram sobre essa Atlântica Atlântida Continental. E foi-se o
verão...
Não
sou Fênix, mas agora renasço, moldado pelo vento outonal,
compondo um elemento a mais em outra textura dessa cine-celeste:
Koyaanisqatsi tropical pelas lentes simplistas de um Cego
Oliveira.
Não
sou Pégaso, mas cavalgo em mente alada paisagens vegetais em
singeleza Nô (em seu sentido de beleza sutil), outras flores
cores...
Não
sou Blackbird e curto o silêncio -música das esferas- pontuado
por outras aves e folhas e ondas. E por falar em ondas,
desnecessário dizer que não sou Gaivota e muito menos Fernão
Capelo, e da praia, redundâncias, redundâncias...
Pousar
em areias finas ou alçar vôo das pedras pretas, Itaúnas não é
só o têrmo-de-única-estação. Outras três (ou mais, se
permitirem os sentidos) surgem num desafio a sensibilidade,
experiência única que a "Anima Mundi" patrocina, Real
Time, High Fidelity. |