Guia Itaúnas

Gerações de forrozeiros



Raian, 14 anos, elegeu a sanfona como seu instrumento

Foi por causa da "Farinhada" que o Xapadão deu no que deu. Em meados de 1998, Tatá, Gil e Guilherme tomavam umas com Adelmo, trianguista do Trio Virgulino, quando eles cantaram a tal da música que Enoc tocava na sanfona, mas não tinha a letra. Na mesma noite, pularam para cima do palco e, com o consentimento dos mestres, foram batizados, partindo para uma carreira que caminha rumo ao quinto ano, com o primeiro CD lançado em janeiro de 2002.
Eles abriram os olhos dos músicos emergentes de Itaúnas para a possibilidade de realizar sonhos, difundido o ritmo que corre em suas veias. Nessa balada, nasceram Chama-Chuva e Filhos de Itaúnas, fazendo aflorar toda a musicalidade contida. Cada um dos grupos foi tomando rumos diferentes, mas o fato é que, desde então, os jovens itaunenses brilham os olhos para o sucesso que o forró pode proporcionar para quem mantém o compromisso com a boa qualidade musical e o respeito às origens. "Estamos colados nos véios até hoje. Fizemos um show com o Virgulino, em Vitória, para mais de cinco mil pessoas", lembra Tatá.
Com a direção à mostra, Raian Timboíba da Paixão, 14 anos, aproveita a presença das 'feras" em Itaúnas, para aprender mais sobre seu instrumento eleito: a sanfona. Há três anos montou seu primeiro grupo, o Canela de Cinzas, agora toca com o Poeira Brilhante nas matinês da Vila.


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