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Músico, empresário e compositor, Paulo
Matos com seu instrumento e na companhia de Adelmo, o triângulo do
Virgulino.

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Forró na veia
Já virou hábito, ou quiçá
tradição, ver a banda Baianinho e sua Gente
arrebentando na abertura dos shows que rolam nos verões do Bar Forró.
Mas quem vê o trianguista Paulo
Aparecido de Matos (o Paulão)
trinindo os ferros e soltando a voz sobre o palco nem supõe que ele tem
10 dedos na recente explosão do pé-de-serra.
Explicando melhor, foi o então recém formado geógrafo pela USP que veio
para Itaúnas, junto com a ex-mulher Cecília
Donizete Marcondes, buscar motivos para uma especialização e
terminou arrendando o Bar Varandão, à época do Astor, e deu origem ao
Bar Forró Itaúnas como hoje o conhecemos. Segundo Paulão tudo foi
ocasional. Como seus discos pessoais eram de gente como Gil, Gal, Alceu e
por aí vai, as faixas dançantes eram xote, baião e regae. "O
pessoal era mineiro, e gostava de dançar agarradinho", conta. Aí
só deu forró.
A especialização veio depois, com uns LPs do Dominguinhos e Luiz
Gonzaga, acompanhados de umas fitas de Jorge de Altino, conseguidas por
Cecília. Mais tarde chegaram ao bar músicas do Trio Nordestino, Jackson
do Pandeiro e João do Vale, reforçando a tradição.
Como isso tudo voltou para São Paulo e, de lá, para o Brasil, é
história para a próxima edição.
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