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Praia habitada por robalos e pescadas

A futura sede do Instituto Costa Dourada
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Quem descobriu este
lugarejo, encravado entre falésias, cortado pelo tal do Riacho das
Tábuas, teve um espasmo de alegria. Como dádiva deste tamanho é sempre
reservada aos loucos, Anderson Lanusse Vaccari Sant'Ana, com sua companhia
ilimitada, pôs os pés no território e lançou a pedra fundamental do
Instituto Costa Dourada. A entidade tem por objetivo cuidar da pesca
artesanal praticada na região, através da documentação da atividade e
da preservação dos recursos naturais existentes.
Praia 2, como é conhecido o lugar, fica ao
Sul de Costa Dourada, há 35 quilômetros de Itaúnas. A visitação é
restrita, mais pela falta de água doce do que por objeções outras. A
área é frequentada, em pequena escala, por ecoturistas muito antenados ou
por algumas excursões. "É preciso saber se comportar aqui. O uso da
água doce é racionado e o cuidado com a cacimba tem que ser grande para
não contaminá-la. A responsabilidade com o lixo também é importante,
porque é necessário manter a área limpa", explica Simone Machado
Lima, bióloga e companheira de Anderson.
A comunidade tradicional que mora ao redor da Praia 2 vive, basicamente,
da pesca artesanal e retira do mar, embarcados em canoas, o alimento e o
sustento de suas famílias. Até hoje, a equipe do Instituto cadastrou
mais de 50 pescadores.
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